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21 de Setembro de 2019

Sintomas de um corpo doente.

Quando os orgãos falham, o corpo morre.

Bruno Borsatto, Estudante de Direito
Publicado por Bruno Borsatto
há 4 anos

Um corpo doente difere de um corpo normal. É uma constatação óbvia. A Semiologia médica é a ciência (técnica?) que busca através de sinais, sintomas, revelar a doença que coabita o paciente. Através da anmnese cuidadosa, é possivel inferir o mal que habita o corpo doente e o tratar.

A diferença de um paciente doente para um país doente é pequena, mínima, eu diria. Muda apenas o corpo, de biológico para político. Mas como saber se um país está doente? Ora, os sintomas nos dizem! Basta apenas praticar a observação desapaixonada. A anormalidade é o sintoma de doença.

A justiça, por exemplo, deve ser como o sangue, capilar, presente, e correr rápida e desempedida; como nas veias e artérias. Se as artérias forem obstruidas, o corpo morre de um infarto, não é diferente da sociedade, que, sem justiça, pereçe na insuficiência e inequidade.

A representação deve ser como a pelé, sensível, presente e saudável. Uma pelé insensível é sinal que está morrendo, apodrecendo, necrosando. Assim morrem tabém os eleitores, insensíveis, indiferentes, podres de cinismo. Votam por obrigação, sem saber, nem sem importar. Os brancos, nulos e abstinentes sãoa a carrne já morta que cai indiferente.

Não adianta enumerar metáforas, a lição que fica é olhar o corpo político como um todo, mecanicamente organizado. Perceber como o sistema deve funcionar e como ele funciona de fato. Ao olhar para o Brasil, não se sabe nem como ele deveria estar funcionando, muito menos como funciona, nem como vai continuar a viver se afogando no próprio fisiologismo. A única certeza que temos é a doença.

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