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23 de Janeiro de 2019

A utopia e os ônibus

Bruno Borsatto, Estudante de Direito
Publicado por Bruno Borsatto
há 3 anos

Recentemente o MPL, ou Movimento Passe Livre, tem organizado uma série de manifestações violentas em São Paulo. Não é novidade que essa organização se utilize da violência para obter sua atenção e demonstrar força. Para isso se utilizam da depredação, provocação e até mesmo bombas caseiras. São uns Democratas. Seu objetivo é impedir o aumento da passagem de ônibus, estatização do serviço e gratuidade da passagem.

Seria inútil repetir aqui os motivos de estatizar o serviço se a pior das alternativas. Afinal, não existe almoço grátis. O Pagador de impostos, ou seja, nós mesmos, vai continuar a ter de pagara conta. Mesmo quem não usa o transporte público, pagará pelo serviço. quer queira ou não. Impostos não são voluntários, pois isso tem esse nome.

O que é mais incrível é essa juventude universitária defender mais estado, mais impostos, mais controle e simultaneamente, reclamar da polícia! A polícia é o cassetete do estado que bate na sua cabeça e os universitários acreditam que o estado deve ter mais poder. Não há adjetivos capazes de definir essa situação que não tenham a falta de lógica como raiz etimológica.

Os dilemas do MPL podem ser facilmente resolvidos. Se simplesmente ao invés de estatizar o serviço, porque não se termina o monopólico que os amigos do prefeito e do governador tem sobre as rotas de ônibus? Permitir que cada empresa, ou pessoa forneça trasporte remunerado? Permitir um Uber de ônibus. Deixar de construir ciclovias e fechar avenidas que dão acesso a hospitais.

Imaginem quantas soluções simples seriam postas em prática se fosse removido o monopólio do gerenciamento d trânsito da prefeitura e das concessionárias de trem e ônibus? Waze, Uber e 99 taxi já estão aí para provar que não é irrealizável, é uma questão de tempo até o trabalho do estado se torne obsoleto.

A geração que deveria ser um marco no Brasil em defesa do diferente, do novo, do original. A geração start up, empreendedora acabou se tornando a geração da proibição. Os universitários se preocupam mais em discutir um projeto ideal para o mundo e acabam sendo contra todo aquele que quer verdadeiramente deixar de filosofar e começar a transformar o ambiente ao seu redor.Ainda que seu objetivo seja unicamente o lucro.

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